MINIPARAFUSO PARA USO INTERRADICULAR E EXTRA-ALVEOLAR

A ancoragem ortodôntica, através dos DATs (Dispositivos de ancoragem termporários) é uma ferramenta importante para os ortodontistas.

Os mini-implantes de ancoragem (MIA) vem sendo utilizados com muita frequência na região dentoalveolar, especialmente entre as raízes dentárias.

Com a evolução das técnicas no tratamento ortodôntico, a inserção em locais extrarradiculares (fora das raízes) permite maior versatilidade nos movimentos ortodônticos, uma vez que as raízes não interferem com o deslocamento dentário.

Esta mecânica requer o uso de parafusos mais longos (12 e 14 mm), e são inseridos nas áreas de Crista Infrazigomática (IZC), Buccal Shelf (BS) ou Ramo Ascendente (RA), permitindo maior versatilidade dos movimentos ortodônticos. Isso porque as raízes não interferem com o deslocamento dentário de nenhum elemento e, assim, é possível obter a distalização de todo o arco maxilar ou mandibular.

Os parafusos de ancoragem da RAHOS de dimensões 2.0 x 08 mm, 2.0 x 10, 2.0 x 12 mm, 2.0 x 14 mm e 2.0 x 14/4mm, foram desenvolvidos para atender esta nova técnica, ou seja, uso extra-alveolar (fora das raízes), uma vez que possuem formato e comprimentos apropriados à técnica.

 

O miniparafuso de ancoragem posicionado na crista infrazigomática (IZC) pode retrair toda a arcada dentária, corrigindo a classe II pela distalização de todos os dentes superiores de uma vez só, ao invés de realizar o movimento em duas etapas, como é feito rotineiramente com o mini-implante entre as raízes dos dentes.

O que impressiona é a mecânica ortodôntica para tratamento da classe III. Com o mini-parafuso posicionado no shelf mandibular, é possível “arrastar” toda a dentição inferior para distal, com uma mudança expressiva no plano oclusal. Esse movimento é praticamente impossível de ser realizado sem uma ancoragem absoluta. Muitos casos de cirurgia ortognática podem ser compensados ortodonticamente, desde que o perfil facial seja aceitável 

Tanto na região da crista infrazigomática (IZC), quanto na Buccal Shelf (BS), segundo os preconizadores da técnica, recomendam que a inserção seja feita na linha mucogengival, sempre que possível.


CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS MINIPARAFUSOS RAHOS

           

Os miniparafusos de ancoragem fabricados pela RAHOS apresentam as seguintes características técnicas:

Registro ANVISA: 80689880017

Material: Aço Inoxidável.  Nota: O aço inoxidável é uma liga metálica indicada para a confecção dos DATs por apresentar características melhoradas, como maior flexibilidade e resistência à fratura, fácil penetração em ossos corticais – sem a necessidade de perfuração prévia – e facilidade no controle do biofilme. Os DATs de aço inoxidável, por apresentarem essas características melhoradas em relação ao Ti6Al4V ELI (ASTM F136). Por estas razões de melhor desempenho na técnica da inserção extra alveolar, a RAHOS optou em fabricar seus miniparafusos em aço inoxidável.

Dimensões: 2.0 x 08 mm, 2.0 x 10, 2.0 x 12 mm, 2.0 x 14 mm e 2.0 x 14/4mm (compatível no uso extra alveolar) e 1.5 x 08 mm (uso entre as raízes) e 2.0 x 08 mm e 2.0 x 10 mm (uso no palato).

Tipo da cabeça: com slot retangular, com furo e liso e cabeça braquete.

- cabeça com slot: uso de fios retangulares, redondos, elásticos e molas

- cabeça com furo: uso de fios redondos, elásticos e molas

- cabeça lisa: uso com elásticos e molas

- cabeca braquete (com furo): uso de fios retangulares, redondos, elásticos e molas.

 

 

TÉNCNICAS PARA USO DO MINIPARAFUSO NA REGIÃO EXTRA-ALVEOLAR

Parafusos para uso extra alveolar: 2.0 x 10, 2.0 x 12 mm, 2.0 x 14 mm e 2.0 x 14/4mm

TÉCNICA DA CRISTA INFRAZIGOMÁTICA (IZC)

Tem duas localizações distintas na região posterior da maxila:
Procedimento IZC 6 - Adjacente às superfícies vestibulares dos primeiros molares superiores, por vestibular.
Procedimento IZC 7 - Entre o primeiro e o segundo molar superior.
Para evitar a interferência da raiz, o local do IZC 7 é melhor do que o do IZC 6 porque a espessura vestibular do osso é mais espessa.


TÉCNICA 
BUCCAL SHELF (BS)

Nessa técnica, o DAT é inserido na região posterior da mandíbula, lateral ao processo alveolar, da região entre o segundo pré-molar e o primeiro molar e entre o primeiro molar e o segundo molar. O DAT é inserido perpendicularmente ao plano oclusal, podendo ter uma inclinação anterior de até 30°.

Nota: o DAT será instalado paralelo ao longo eixo do molar, por diminuir o risco de atingir estruturas anatômicas nobres, como o canal mandibular, que nessa área está normalmente localizado na parte mais interna da mandíbula.

TÉCNICA RAMO ASCENDENTE (RA)

Segundo estudos, essa técnica é muito útil para a verticalização de molares impactados, mais profundos, com exposição no meio bucal em um curto período de tempo, e foi descrita da seguinte forma: exposição cirúrgica do molar impactado para possibilitar colagem de um acessório; instalação do DAT na região do ramo ascendente; tracionamento do dente impactado com elástico corrente ou fios elásticos; depois de exposta a coroa do molar impactado, realizar a colagem de tubo e uso de fio NiTi para finalizar a verticalização. Cabe ressaltar que para a realização da técnica RA, dispositivos de maior comprimento encontram-se indicados (14 mm), quando comparados aos dispositivos utilizados nas técnicas IZC e BS.

 

 

 

 

APLICAÇÃO PRÁTICA DO USO DE MINIPARAFUSOS

 

Miniparafuso Ortodôntico Inox (RAHOS), uso Extra-Alveolar, inserido na CRISTA INFRAZIGOMÁTICA
(Aplicação Unilateral)

 

Miniparafuso Ortodôntico Inox (RAHOS), uso Extra-Alveolar, na CRISTA INFRAZIGOMÁTICA
(Aplicação Bilateral)

 


Miniparafuso Ortodôntico Inox (RAHOS), uso Extra-Alveolar, inserido na Buccal Shelf (BS), na linha da linha mucogengival

A Rahos recomenda que somente profissionais, especialistas em ortodontia com o devido treinamento nas técnicas do uso do miniparafuso, possam utilizar os mesmos.